TEA e Jogos Virtuais / “Internet” – Por Dr. Walter Camargos Júnior

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1) Para a geração atual, jogar é equivalente aobrincar do passado. Jogar sozinho ou em grupo, são hoje parte da cultura. Idem o uso da Internet, em especial os vídeos. E como tudo, há a parte boa e a ruim – a adição.

2) Os estudos ainda não conseguiram um resultado estatístico que confirme se a ocorrência de adição é maior nas Pessoas com/sem TEA. Adição ou vício é ruim para qualquer um!

3) No mundo real – nos consultórios, estamos presenciando maior frequência de pessoas com TEA que estavam numa trajetória clínica positiva, que se perde pela adição a jogos / internet. A adição aos jogos aumenta o isolamento social, o desinteresse por pessoas e por atividades próprias da idade como as atividades escolares e a irritabilidade, além de reforçar o prazer egocêntrico e a rigidez psíquica. E, as características naturais da adolescência catalisam esses problemas.

4) Do outro lado e com frequência, os Pais têm dificuldades / demoram muito a enfrentar esse comportamento obsessivo da adição de uma forma contundente por inúmeros motivos e o processo se arrasta e agrava.

5) As crianças e adolescentes quando questionados sobre a doentia aderência ao comportamento respondem de forma evasiva, como qualquer um que está na situação de dependente, ou falam que querem ser Jogadores profissionais de Vídeos e ganhar R$30mil por mês como eles.

6) Ter um objetivo profissional é muito positivo, mas a proposta de ser Jogador Profissional traz alguns problemas:

  • como é novo para a maioria das pessoas que são das gerações
    anteriores a proposta não tem uma aceitação fácil / rápida,
  • não querem mais estudar,
  • também não evoluem mais nas habilidades até então trabalhadas
    pela Psicologia, Fono, Pedagogia, etc.

7) Concluindo: Precisamos estar vigilantes com o excesso de uso de telas e atuar de forma rápida e pró ativa. Há solução!

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