A função do psiquiatra infantil para a assistência da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

         A função do psiquiatra transcende ao diagnóstico e ao ato de medicar. A função do psiquiatra é avaliar as capacidades e necessidades do indivíduo afetado pelo TEA, ou por qualquer outro transtorno, e discriminar qual das técnicas já conhecidas cientificamente propicia mais chances de melhoras e quais são os profissionais disponíveis e experientes para o trabalho.

Para as pessoas com TEA, a técnica de psicoterapia denominada Treinamento de Pais (de familiares em geral) é de extrema importância. A técnica de Estimulação e Integração Sensorial (realizada pela Terapia Ocupacional) é fundamental para a organização psíquica das crianças e consequentemente sua melhoria clínica. A Comunicação verbal e não verbal é outro pilar do processo terapêutico dessa população. É na escola que a criança encontrará seus pares, que a estimularão todas as ares citadas anteriormente, acrescida da interação social.

Cabe ao psiquiatra o maior conhecimento possível do processo do desenvolvimento infantil, da dinâmica familiar, da psiquiatria infantil, de todas as áreas de trabalho que poderão favorecer o desenvolvimento (melhora clínica) da criança e, por último, da psicofarmacologia.

Não há uma técnica melhor que a outra, o que existe são indicações mais precisas e mais específicas para que aquela pessoa melhore mais e mais rapidamente e profissionais mais experientes. As indicações terapêuticas e as prioridades mudam com o tempo e há necessidade da participação de um técnico com uma visão bem ampla que possa orientar essa família e a pessoa (que pode ser um/a adulto/a) no percurso do tempo.

Penso que minha função final não é só diagnosticar bem, nem só medicar bem e nem orientar bem as pessoas, mas melhorar a qualidade de vida das pessoas que buscam meus recursos profissionais.

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