Generalização: Utilizando as habilidades aprendidas em situações do cotidiano – Por Lara Mascarenhas

Muito se fala do ensino de habilidades para crianças com Transtorno do Espectro Autista, no entanto é pouco difundido que um Plano de Intervenção Individualizado baseado em Análise do Comportamento contempla o aprendizado em ambiente natural. Uma vez que o intuito da terapia é ensinar habilidades para vida, é imprescindível que a criança seja capaz de estender esse aprendizado para o cotidiano. Para isso, precisamos compreender o processo que denominamos de “generalização”.

Generalização é a forma que denominamos a probabilidade do comportamento ocorrer em contextos diferentes, que guardam semelhanças, mas não são idênticas ou foram pré-treinadas. Por exemplo: cumprimentar diferentes pessoas em lugares não treinados.

A intervenção comportamental com as crianças não é feita apenas na mesa de atividade 8 horas por dia. Estas horas devem ser dividas entre terapia ABA individualizada, escola, acompanhante terapêutico, pais e cuidadores entre outras formas de terapia. Isso somado aos outros ambientes em que a criança frequente, todos eles orientados pela Análise do Comportamento para promover a estimulação necessária àquela criança. Sendo isso possível, já estamos promovendo a possibilidade da generalização, pois a intervenção será feita por diferentes pessoas em diferentes contextos, mantendo o contato constante para a coesão da intervenção.
Os pais são os principais facilitadores da generalização, uma vez que a intervenção de quarenta horas não é uma realidade para a maioria. Portanto, é imprescindível o Treinamento de Pais e que os profissionais que atendam a essa criança: orientem, ensinem e busquem esses pais como parceiros do tratamento. Assim se torna possível que a criança vença os muros de nossas salas estruturadas e alcem vôos maiores em seus ambientes naturais.

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