Como o desenvolvimento da linguagem interfere na empatia? – Por Patrícia Reis Ferreira

No post anterior foi falado sobre uma teoria em relação à empatia. Agora vamos pensar em como o desenvolvimento da linguagem pode auxiliar na evolução das habilidades necessárias para a construção da mesma.

Conforme falado anteriormente, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir a experiência, os sentimentos e emoções dele.

Uma habilidade que se faz necessária para tanto, é a representação mental, que é a habilidade de representar mentalmente o mundo exterior, ou seja, representação de objeto, situação, emoção, pensamento do outro, etc. Uma das formas de beneficiar a representação mental é através da construção do pensamento simbólico. E é através do desenvolvimento da linguagem,  que a criança evolui de um pensamento prático para o pensamento simbólico, alcançando um nível cada vez maior de abstração. Quando a criança é capaz de simbolizar brincando de faz de conta, ela está elaborando uma representação mental.
Além disso, a medida em que a linguagem vai se desenvolvendo a criança vai se tornando apta a utilizar um vocabulário mais abstrato, que faz menção a estados mentais de crenças, desejos, intenções e emoções e assim começa a ser capaz de circular entre suas crenças e as dos outros.

Para incrementar a habilidade de se colocar no lugar do outro e fazer isso de uma forma mais certeira, precisamos compreender a mensagem dita pelo outro não só através do conteúdo verbal, mas também fazer um “leitura” do não verbal (entonação, gestos, expressões faciais) para compreendermos conteúdos implícitos, ironias, entre outros, compreendendo assim a real intenção do falante.

Portanto, o desenvolvimento da linguagem interfere positivamente na construção da empatia, colaborando para um melhor desempenho na habilidade de abstração e na compreensão de aspectos implícitos nas diferentes situações sociais.

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